Paróquia de São João de Brito

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Domingo XIV do Tempo Comum

Uma palavra fraterna.
Tal não nos deveria surpreender, quase todo o Evangelho, é um relato de uma sucessão de escândalos.
Entenda-se escândalo, como algo que dá que falar, objeto de censura, indignação, desagrado, mas também, interpelação, denúncia, correção, mudança de mentalidade, conversão.
De regresso a Nazaré, Jesus deixa os seus conterrâneos estupefactos.
Donde lhe vem esta sabedoria e tudo o que d’Ele se diz, pois, as Suas palavras, gestos e milagres, O precedem.
O que impede que aqueles que com Ele privaram, na Sua infância e adolescência, os que conhecem as suas raízes, não sejam capazes de reconhecer em Jesus a manifestação de Deus, o Filho de Deus.
Porque para eles, Deus é essa figura inacessível, distante, inatingível e, Jesus revela-nos, no mistério da encarnação, a proximidade de um Deus que se faz um de nós, assume a nossa condição, para nos introduzir na graça do Seu amor e vida.
Para muitos persiste esta conceção de Deus.
Um Deus próximo, amigo e irmão, para Quem nada ou ninguém, lhe é indiferente. De modo particular, os que menos têm.
Escândalo de um Deus que se ajoelha diante de nós e que nos serve, […] recordemo-nos do gesto do lava-pés.
Não são os milagres que nos abrem à fé, mas sim, a fé que faz acontecer o milagre. E, o maior deles todos, o milagre da vida, o milagre do amor.
Senhor, ensinai-nos a acreditar no dom da graça de Vosso Filho,
tornai-nos fortes na fraqueza e manifestai em nós o Vosso poder,
para que livres da escravidão do pecado, possamos chegar à felicidade que não tem fim.

Para todos, uma saudação fraterna e amiga,

Pe. João Valente