Paróquia de São João de Brito

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Domingo XXV do Tempo Comum

Uma palavra fraterna.
No Evangelho, assistimos a uma discusão entre os discípulos sobre quem era o maior. Discusão à qual, Jesus nos recorda, que todo o discípulo é chamado a ser servo e dando-nos como referência o acolhimento de uma criança. Não podemos deixar de recordar qual o estatuto da criança no tempo de Jesus que era igual a nada ou inexistente.
Muitas vezes o Evangelho apresenta-nos o caracter profético das palavras e atitudes de Jesus. Dimensão que continua hoje presente na vida da Igreja e mais concretamente na proposta do novo sínodo: “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.
No documento introdutório afirma-se: “Com esta convocação, o Papa Francisco convida a Igreja inteira a interrogar-se sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: «O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milénio». Este itinerário, que se insere no sulco da “atualização” da Igreja, proposta pelo Concílio Vaticano II, constitui um dom e uma tarefa: caminhando lado a lado e refletindo em conjunto sobre o camino percorrido, com o que for experimentando, a Igreja poderá aprender quais são os procesos que a podem ajudar a viver a comunhão, a realizar a participação e a abrirse à missão. Com efeito, o nosso “caminhar juntos” é o que mais implementa e manifesta a natureza da Igreja como Povo de Deus peregrino e missionário.” […] Uma interrogação fundamental impele-nos e orienta-nos: como se realiza hoje, a diferentes níveis (do local ao universal) aquele “caminhar juntos” que permite à Igreja anunciar o Evangelho, em conformidade com a missão que lhe foi confiada; e que passos o Espírito nos convida a dar para crescer como Igreja sinodal? Enfrentar juntos esta interrogação exige que nos coloquemos à escuta do Espírito Santo que, como o vento, «sopra onde quer; ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai» (Jo 3, 8), permanecendo abertos às surpresas para as quais certamente nos predisporá ao longo do caminho. Ativa-se deste modo um dinamismo que permite começar a colher alguns frutos de uma conversão sinodal, que amadurecerão progressivamente. Trata-se de objetivos de grande relevância para a qualidade da vida eclesial e para o cumprimento da missão de evangelização, na qual todos nós participamos em virtude do Batismo e da Confirmação.”
Para todos, uma saudação fraterna e amiga,

Pe. João Valente